Meus querido habitantes e visitantes deste Blog. É com pesar e felicidade que vos anuncio que este Blog está mudando de casa.
Sim, vamos para outro endereço, no WordPress.
Apesar deste Blog ter todo o charme da história por nós construída seus recursos estavam muito limitados para as idéias atuais que tenho para um Blog. E anos-luz atrás dos recursos de qualquer bloguezinho gratuito.
Logo, diante destas limitações, e da impossibilidade de aperfeiçoamento deste espaço, resolvi colocar a minha mesa e as nossas cadeiras em um lugar mais digno de nós, onde poderemos aproveitar melhor os vários e novos recursos de operacionalização oferecidos e teremos à disposição confortos à altura das discussões e debates que temos perpetrado neste espaço, nestes últimos quatro anos.
Agradeço a todos como sempre. Nas batalhas, nos profícuos debates, no cavalheirismo.
Aos que sempre estiveram, aos que foram e nunca voltaram, aos filhos pródigos, aos que cuspiram, aos que lutaram, a todos.
Muito obrigado por contribuírem para firmar este espaço.
Nossa criança cresceu. E agora o adolescente anseia por novos caminhos.
Como mensagem de despedida deste espaço vos brindo com uma epístola do filófoso romano Sêneca:
“Comporta-se assim, meu Lucílio, reinvindicando o teu direito sobre ti mesmo e o tempo que até hoje foi levado embora, foi roubado, ou fugiu, recolhe e aproveita esse tempo. Convence-te e que é assim como te escrevo: certos momentos nos são tomados, outros nos são furtados e outros ainda perdem-se no vento.”
O novo endereço do Blog é: http://edupedrasse.wordpress.com/
Este post ficará de aviso por duas semanas. No fim desse prazo aqueles que clicarem no endereço www.edupedrasse.com/blog serão automaticamente redirecionados ao novo Blog.
Grande abraço a todos.
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14/4/2008
“Eu o acesso na telepatia.”
Adelvane Néia
11/4/2008
P.I.G. COMENDO NA ALTA
Para aqueles que se ligam nos noticiários e Blogs de notícias “alternativos” à grande imprensa estabelecida não os é estranho o termo PIG (Partido da Imprensa Golpista), criado pelo nosso querido Paulo Henrique Amorim.
Com o tempo (lembrem-se, estamos com quase 20 anos de democracia ininterrupta) as coisas vão se delineando e as máscaras vão caindo, e as coisas ficando mais claras. Grande impulso para isso foi a Internet que desvinculou a notícia do poder das instituições jornais-revistas. Grandes jornalistas passaram a ser então seus próprios patrões e ter a liberdade de noticiar ao seu modo, sem o cabresto da instituição. Exemplos disso são o Paulo Henrique Amorim (que chegou a ser expulso do provedor IG por sua “liberdade política”) o Luís Nassif, que além de ser um jornalista econômico de excelente qualidade desmascara a revista Veja no seu Blog (esperem um post sobre isto), O Mino Carta (da Carta Capital), o site Carta Maior, entre outros.
Bem, dentro desta batalha não faltam acontecimentos semanais.
Hoje fui agraciado pela notícia de um novo site (novo para mim) sobre uma reportagem a Revista Isto É. Só para constar, o sócio majoritário da revista é o banqueiro Daniel Dantas, figura discutidíssima nos sites que citei acima, muito ligado ao PFL, Antonio Carlos Magalhães, agente ativo no nebuloso período das privatizações do governo FHC, entre outros… Não preciso dizer mais nada.
A foto original pertence à Folha de São Paulo e foi “editada” grosseiramente nos Photoshops da vida. O nome da matéria na Isto É, é “O MST contra o desenvolvimento”.
Não vou me alongar em descrever a excelente matéria inteira do site Brasil de Fato. Leiam-na aqui.
Mas fica aqui meu temor e ressabio em ver para aonde estamos indo…
É pra repensar quando for renovar o Estadão ou comprar um revistinha no fim de semana.
10/4/2008
A COLHER NÃO EXISTE…
7/4/2008
MAIS UMA VOLTA….
Peço desculpas aos convivas do Blog pela ausência de duas semanas.
Problemas, trabalho, etc…
Mas vamos tentando.
Abraços a todos.
AS PIORES FRASES
Abro a seção das “Piores Frases” no Blog.
Se tiverem algumas mandem para o e-mail : pioresfrases@edupedrasse.com
Bem, começo com uma:
“I hate politics!”(tradução para o inglês, oriunda de algum país da Europa Central).
UMA ÉTICA DO NOVO MILÊNIO –CAP. I
Na observância dos novos tempos posto um aviso aos navegantes – talvez para a posteridade – sobre os procedimentos de sobrevivência-mínima a serem adotados por aqueles que, como eu, se espantam e se espinham com o modus operandi da contemporaneidade.
Não me refiro aos comportamentos chocantes e arroubos de personagens de boletins de ocorrência, ou de políticos ou déspotas. Homens e pessoas de ética particular e duvidosa já existiam desde os tempos de Cristo. Refiro-me ao homem comum, aquele que encontramos na padaria, ou que convive conosco na mesma rua.
Segue então, os novos procedimentos sociais, que tenho observado. É bom sabê-los não nos termos de concordar com os mesmos, mas como manual prático de como evitar situações desagradáveis, confrontos, desgastes e decepções.
1-Amizades
As amizades estão tendendo para as ocasiões. Dificilmente vemos os laços fortes dos velhos amigos. Claro, ainda existem, mas são espécie em extinção. As lembranças passam a serem seletivas, baseadas na conveniência. As amizades agora estão lastreadas ao ambiente de trabalho e interesses comuns, esses também não profissionais. Aparentemente parecem laços sólidos, mas não o são. Tudo pode acabar de repente se você não faz mais parte dos interesses daquela pessoa. Com a mesma facilidade que a pessoa te convida para jantar na casa dela hoje pode te esquecer na semana seguinte. Tem todo o glamour das amizades sólidas e sinceras, mas não o são. Não digo que sejam falsas ou interesseiras. Não. Digo apenas que tem a propriedade volátil de se acabarem de repente, por qualquer motivo irrisório, que na verdade não é a verdadeira razão do fim, apenas um pretexto. Na verdade nunca existiu algo profundo. Não procurem maiores razões ou fiquem se martirizando. Aquela parábola da casa construída na areia…
Baseado nesse código então não é esperado nada mais leal do outro (como diria o Gonzaguinha: “Vamos ver o diabo de perto”). E, se ocorre da parte de alguém, alguma expectativa ou cobrança neste sentido as outras partes tendem a reagir com contrariedade (quando não grosseria), como você tivesse entrado no jogo sem aprender as regras…
2-Compromissos
A medida para verificar se um compromisso será cumprido pela outra parte é o interesse do outro. Se for algo envolvendo dinheiro ou interesses profissionais não se preocupe, tudo correrá ok. Mas se a coisa entra na área do lazer é melhor não criar expectativas. Festas, encontros, passeios combinados com uma semana de antecedência podem simplesmente evaporar sem maiores explicações. Ache-se com sorte se a outra parte tiver a fineza de te avisar com antecedência, o que muitas vezes não ocorre. Foi-se o tempo em quem as pessoas se preparam “espiritualmente” para um evento. Esqueça, guarde isso para aqueles poucos… Hoje em dia – e na mesma vibe do item 1 – o cumprimento dos compromissos está diretamente aos interesses imediatos, tal como biruta de aeroporto. Muitas vezes as pessoas marcam compromissos por cordialidade, para fazer média, para parecerem legais. Outras até estão afins quando marcam, mas desecanam no meio da história (ou pro preguiça, ou porque surgiu algo mais interessante pra fazer). Logo, cuidado quando for agendar aquele churrasco no sábado…
OBS. Mais uma vez, como no item 1, esqueça de qualquer tipo de cobrança. As reações muitas vezes são agressivas e você é levado por careta, paranóico, velho, etc…
3- Os Abduzidos (ou Código Fantasma)
Quando se tenta contatar uma pessoa, deixando recados na secretária ou no celular e até mandando e-mails. Quando, em geral, não há resposta, esqueça. A pessoa não está a fins de te atender. É o famoso “dar o perdido”, deixar no ar. Nos novos tempos esse é um acordo tácito. Geralmente o deseducado “vazio” já é uma reposta que aquilo não interessa para a pessoa. Não insista. E não perca seu tempo se não for algo essencial.
Interessante notar que o Código Fantasma se aplica muito bem como ferramenta para os dois itens anteriores. Simplesmente se desaparece, não explica, não se importa em justificar.
25/3/2008
YAHTZEE !
Sempre tive um pre-conceito com jogos de dados - digo somente dados.
Mas esse veio para me pegar.
O Yahtzee é um jogo de dados criado por um canadense, nos anos 40. Rapidamente algum empreendedor comprou os direitos e espalhou o jogo pelo mundo inteiro. A Hasbro, atual fabricante, diz que já foram vendidos 50 milhões deste jogo (!).
Bem, o Yahtzee é um jogo com cinco dados e uma tabela.
A tabela tem 13 espaços (casinhas) que devem ser preenchidas em 13 rodadas de jogo. Obrigatoriamente o jogador tem que preencher uma casa na sua vez na rodada, seja qual for o resultado. E aí que está a graça.
Cada jogador na sua vez tem três chances de rolar os dados. A primeira vez é obrigatoriamente com os cinco. A segunda e terceira podem ser com menos. O jogador, a partir da primeira vez, pode ir separando os dados que lhe convém, para montar um resultado mais vantajoso. No final do seu terceiro “rolar de dados” ele tem que escolher uma sequência para colocar em algum lugar na tabela.
A tabela, tem a seção superior e inferior. A superior é para colocar os resultados para cada número dos dados. Por exemplo, tem a seção “de 1″ “de 2″, etc. Se o jogador, por acaso, conseguiu no final das sua jogadas um trio de “três” pode somar “9″ e colocar na casa “do 3″.
Se no final do jogo ele somar mais de 63 pontos na seção superior ganha um bônus de 35.
A seção inferior tem as combinações parecidas com o pôquer de dados. Tem o “Full-house” que é uma combinação de três dados de um tipo e dois de outro tipo. Tem a “Pequena Rua” que é uma sequência de quatro dados (2,3,4 e 5, por exemplo). E aí vai.
O Yahtzee é quando o jogador consegue agrupar os cinco dados com o mesmo número. Casca.
Se um jogaor tira um segundo Yahtzee no jogo ele ganha um bônus de 100 pontos.
É um jogo bem divertido, que não cansa, pois tem hora pra terminar. E o principal é accessível, pois você precisa de cinco dados, lápis e a tabela. Não tem limite quanto ao nº de jogadores, mas creio que quatro é o número ideal. Mas que isso a rodada completa pode demorar um pouco e quem estiver esperando tem altas chances de ficar buffo….
Embora seja um jogo de regras muito simples o Yahtzee não é um jogo de dados banal com parece ser. Tem muita estratégia na colocação dos resultados dos dados. A coisa fica mais apertada quando o jogo vai terminando e as casas vão rareando. Aí se o jogador não tiver nenhum resultado viável tem que prencher uma casa com “0″….Ai, ai ai…
No Brasil foi lançado como Yam, pela Grow nos anos 80. Era quase igual, com algumas modificações na tabela. Obviamente há muito tempo saiu de catálogo e nimguém sabe mais o que é.
Conheci esse jogo através da ilustríssima Gloria Hoog, nas férias desse ano, trazido por ela da Alemanha. Jogamos muito.
Eu eu gostei tanto que ela me mandou um de lá.
Maravilha.
Já joguei com amigos e parentes e a diversão foi geral.
Bem, não percam tempo, comprem seus cinco dados, baixem as regras em inglês ou espanhol e copiem a tabela para tirar xerox.
Vale muito a pena.
Qem quiser mais infomações sobre a o Yahtzee tem aqui (em inglês).

