Nasci em Piracicaba, no ano de 1967.
Minha casa sempre foi bastante musical. Meus pais e parentes gostavam de cantar e se acompanhar no violão e cresci ouvindo praticamente de tudo: Beatles, bolero, samba, sucessos pop/rock do rádio, algum clássico...
Em 1982 minha mãe me deu um violão Di Giorgio nº 18 e passou a me comprar um excelente curso de guitarra e violão (editado em fascículos semanais) chamado Toque - nesse método aprendi meus primeiros passos no instrumento. Coincidentemente ou não entrei na mesma época para a Igreja Metodista. Lá ocorriam uns cultos agitados onde a música era tocada por uma verdadeira "banda elétrica", com guitarras, contrabaixo, bateria. As igrejas protestantes, pra quem não sabe, são grandes incentivadoras do aprendizado musical e guardo com gostosa lembrança o caloroso incentivo que recebi nesta época.

Também nesta época conheci dois irmãos que ajudaram a música a entrar na minha vida: Fred e Marquito Cavalcante. Fred era pianista, meu amigo de escola, e me deus muitas dicas - pacientemente - no começo do meu aprendizado. Marquito (hoje professor do Departamento de Música Popular da Unicamp) foi meu professor de guitarra/violão e meu primeiro mentor musical. A Marquito devo a minha decisão de ser músico.
Em 1985 entrei na UFSCar e comecei a tocar com músicos da cidade de São Carlos e região. Aquilo tudo foi pra mim uma grande e divertida escola, pois eu tinha só 17 anos e tive que aprender os grandes hits da MPB dançante para tocar nas festas universitárias. Foi também em São Carlos que comecei a minha carreira como professor de guitarra e violão. Nesta mesma época formei com amigos de Piracicaba a saudosa Banda Beco na qual tocávamos muito rock nacional em Piracicaba e região.

Em 1988, morando novamente em Piracicaba formei o Trio Suruê, tocando guitarra com Nivaldo Santos e Nestor Santos. Nosso repertório era orientado para a MPB em uma perspectiva jazzística, onde tudo acabava em longas jam sessions. Nivaldo e Nestor me apresentaram muitas coisas da clássica MPB e também de Jazz.
Em 1990 ingressei no Curso de Música Popular da Unicamp. No início do curso estudei bastante jazz, mas logo fui me orientando para a música pop e para estudos sobre música folclórica brasileira. Nesta época conheci e toquei com muita gente interessante, viajei bastante e estudei muito também.

Em 1992 entrei para a banda Jambêndola, formada por alunos da Unicamp. A Jambêndola fazia uma mistura de pop, rock e música nordestina. Chegou a ter um clip veiculado na MTV e um cd gravado com uma composição minha: Trutinha.
Em 1996 voltei a residir em Piracicaba onde tive uma experiência de três anos com a banda de baile Musical Opus. Divergências estéticas à parte, aprendi muito nesta banda sobre como atuar em uma grande produção - onze músicos, P.A., iluminação e públicos gigantescos... E principalmente sobre a postura de fazer um show "acontecer" estando você de bom ou mau humor. Uma escola sofrida e cara, mas que no final ajudou bastante na construção de meu profissionalismo.

Também nesta época comecei a gravar jingles.
Passei a residir em São Paulo em 1998 e a tocar com os cantores Bukassa e Lu Horta. Com a Lu Horta gravei seu primeiro cd, o qual inclui uma composição minha. Em São Paulo tive a graça de conviver com grandes músicos e produtores, e nem sei medir o quanto isso me foi útil.
Em 1999 ingressei no Mestrado em Música pela Unicamp e desenvolvi a dissertação "Banda de Pífanos de Caruaru - uma análise musical". Obtive o título de Mestre em Música em 2002.
Também em 2002 voltei a residir em Piracicaba e fiz as trilhas sonoras para dois trabalhos da Urgência Filmes: o curta "O Aspirante" e o documentário "O Espírito do Lugar".
Trabalhei em 2003 como professor de violão no Projeto Cultura nos Bairros da Secretaria de Ação cultural de Piracicaba.
Atualmente sou professor de violão e guitarra em Piracicaba e atuo em São Paulo como guitarrista de Lu Horta e Bukassa.